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DIÁRIO DO PROJETO
Hoje resolvemos mostrar a produção fotográfica das últimas aulas práticas. Antes das férias os alunos saíram na comunidade para fotografar seus moradores e personagens. Na semana passada a aula prática teve como tema as linhas visíveis e "invisíveis" dos caminhos por onde os alunos sempre percorrem. Depois disso não tivemos a oportunidade de mostrar como foi a produção fotográfica de cada aluno. Ao trabalhar somente com o conceito de linhas, podemos começar a ver desenhos às vezes nunca percebidos na comunidade. O alinhamento das casas, a sombra de alguém, as linhas dos cabos de luz e uma infinidade de outras linhas, de repente começam a ser percebidas pelos alunos como elementos interessantes para a composição da imagem. Além disso eles descobriram que linhas podem ser retas e curvas, não importando onde estejam. Com isso a conclusão geral foi: "tudo o que vemos na comunidade tem linhas". A partir dessa percepção pudemos trabalhar em dimensões mais próximas e afastadas dos assuntos e, assim, fazer com que as crianças vejam que, apesar de passarem pelos mesmos caminhos todos os dias, se fotografarmos apenas detalhes do local, podemos ter um outro universo imagético, muito diferente daquele que eles estão acostumados a ver. Levamos os alunos para o espaço da biblioteca comunitária, onde projetamos as imagens na parede. As fotos produzidas estavam muito interessantes e revelaram alguns fotógrafos com um perfil mais minimalista, que captaram detalhes de um universo muito rico em elementos e cores. Isso ficou claro quando alguns dos alunos tiveram dificuldade em identificar o local onde certa fotografia foi feita. Aos poucos os alunos parecem tomar consciência de como o projeto é útil para ajudar na mudança da percepção em relação à comunidade onde moram. Acreditamos que, a partir de agora, as crianças possam enxergar elementos na comunidade que até então eram desinteressantes ou que simplesmente passavam desapercebidos pelo olhar. ![]() ![]()
[17/Ago/2010 18:43 - multiverse]
Informamos que a partir dessa semana o Projeto "Meu Morro é Assim" fará parte do site Olhar Coletivo. Para mais informações, acesse: www.olharcoletivo.org/mmassim ![]()
Finalmente retornamos às aulas depois de um período curto de férias. Foi muito bom rever a turminha de fotografia, pois estávamos com muitas saudades. Imaginamos que os alunos estivessem um pouco "enferrujados" e resolvemos adotar a prática na rua. Na próxima semana vamos para a sala de aula mostrar a produção fotográfica da última aula antes das férias e da aula de hoje. Como tema para a aula sugerimos que os alunos fotografassem linhas de qualquer tipo. Alguns pensaram que eram linhas de tecido, mas relembrando as aulas antes das férias, logo entenderam que eles poderiam retratar qualquer tipo de linha: curva ou reta. Assim as crianças puderam ver a comunidade de uma outra maneira. Foi muito interessante observar os comentários e principalmente as fotos produzidas. Os alunos perceberam que nos caminhos por onde passam todos os dias, existem uma infinidade de linhas horizontais, verticais, curvas e diagonais. Estas linhas são formadas pelas fachadas das casas, pelos cabos do poste de luz, pelos muros e por muitos outros elementos retos e curvilíneos, sendo que tal percepção pode contribuir para melhorar a dinâmica da imagem produzida e a composição na hora de produzir as fotos. Ficamos muito satisfeitos com a produção de hoje e percebemos alguns talentos despontando para a fotografia still ou fotografia de natureza morta. Esperamos que a qualidade das fotos continuem melhorando e que as crianças percebam o universo maravilhoso que existe naquela comunidade. Abaixo fotos da aula de hoje: ![]() ![]() ![]() ![]() ![]()
Na aula prática de hoje apresentamos as câmeras digitais aos alunos, suas funcionalidades e cuidados que deveriam ser tomados. O objetivo da aula era retratar moradores e comerciantes do Morro do Papagaio. Os alunos se mostraram bem à vontade para manusear as câmeras digitais, principalmente quando descobriram como funcionava o zoom. A turma foi dividida em 3 grupos para que houvessem câmeras para todos os alunos. Variamos os percursos dentro da comunidade para que cada grupo tivesse a oportunidade de retratar pessoas diferentes. O resultado foi bastante interessante e os alunos já conseguem abordar os moradores de maneira mais natural. Os retratados também se mostram bastante interessados em colaborar com os jovens fotógrafos. A vantagem em fotografar pessoas da comunidade é que a maioria delas é conhecida dos alunos. Assim fica fácil abordar e pedir autorização para fazer os retratos. A Escola Integrada entra em férias nesta semana, voltando em agosto, quando retornamos com as aulas de fotografia. Enquanto isso faremos a atualização do site e publicaremos as imagens produzidas pelos alunos. ![]()
Na aula de hoje resolvemos produzir as fotos oficiais da turma de 2010. Resolvemos trabalhar em dupla para não tumultuar o andamento das atividades da escola Ulysses Guimarães e nem das fotos. Enquanto um aluno era fotografado o outro atuava como assistente, segurando o rebatedor. Foi bastante divertido e acreditamos que as crianças gostaram muito da experiência. Cada um reagiu de uma maneira diferente: uns mais tímidos e outros mais à vontade com uma câmera apontada. Ao fim da seção as fotos ficaram muito bonitas, podendo ser visualizadas abaixo: (clique na imagem abaixo para ampliar) ![]() As fotos oficiais serão utilizadas no link "quem somos" do site Olhar Coletivo, onde faremos a atualização das informações e publicaremos as fotografias produzidas pelos alunos. O site está crescendo e precisamos organizar as informações. Aproveitamos o restante da aula para falar um pouco sobre fotografia digital e sobre a câmera que iremos usar a partir da próxima aula prática. Conversamos também sobre o projeto de literatura que fechamos com a Biblioteca Pública Luiz de Bessa, que irá ministrar uma oficina sobre leitura para os alunos do projeto de fotografia. Ao fim da oficina serão produzidas fotografias sobre o tema leitura e na sequência será montada uma exposição fotográfica com imagens em preto e branco. A oficina deverá ocorrer no segundo semestre de 2010 e estamos bastante anciosos para ver o resultado.
Em decorrência do jogo da Seleção Brasileira, não tivemos atividades na escola nesta segunda-feira. Nos vemos na próxima semana, onde iremos produzir as fotos oficiais das crianças e apresentar a teoria sobre câmeras e processos digitais.
Hoje foi dia de discutir as fotos produzidas na última aula. Os alunos estavam muito anciosos para ver como tinha sido a produção, principalmente as novas alunas que ainda não tinham fotografado. Dividimos a turma em 3 grupos pois percebemos que estava faltando uma discussão mais pessoal sobre as dificuldades e erros mais comuns dos alunos. Para isso, trabalhamos em uma sala dentro da escola, o que foi ótimo. Dessa maneira não foi necessário deslocar distâncias maiores, o que ajudou no rendimento da aula. Tivemos tempo de discutir cada foto de cada aluno e percebemos que foram feitas muitas imagens semelhantes sobre o comércio do Morro do Papagaio. Entretanto, depois de uma discussão acalorada, os alunos perceberam pequenas diferenças nas imagens que estavam muito parecidas. Perceberam que era uma questão de visão pessoal do local fotografado. Nesse momento começamos a discutir o que era ponto de vista e as crianças entenderam que, mesmo estando em um mesmo local, com o mesmo assunto e com o mesmo equipamento é possível fotografar de uma forma diferente , isto é, usando um outro ponto de vista. Os alunos ficaram muito interessados e a discussão foi muito rica. Surgiram outras questões, como o porquê do olho vermelho em algumas fotos e como funciona o processo de revelação da fotografia analógica. Consideramos o resultado das imagens muito bom, pois os alunos conseguiram retratar o comércio da rua São Tomás de Aquino de uma forma bem interessante. Acreditamos que isso aconteceu porque trabalhamos na aula anterior com os relatos da Jornalista Márcia Cruz, no livro Morro do Papagaio - BH. A cidade de cada um - Ed. Conceito. A riqueza de variedades de objetos e cores é enorme e parece que as crianças conseguiram perceber isso. Vimos fotografias bem peculiares: de produtos dos mais variados tipos, de animais, de crianças, de comerciantes e dos seus clientes. Ao final da aula também discutimos alguns erros comuns em algumas fotos, como a falta do uso do flash, fotos tremidas e cenas com condições de iluminação extrema (muito sol e sombra na mesma cena). Acreditamos que os alunos já estão conseguindo perceber o espaço de uma maneira diferente da que eles estão acostumados a ver. Na próxima aula, devemos fazer uma introdução sobre o funcionamento das câmeras digitais, conceito de pixel e alguns outros detalhes dos recursos dos equipamentos. Até lá! ![]()
Hoje saímos para fotografar o comércio do Morro do Papagaio. Dividimos a turma em 3 grupos de 6 alunos. Dessa maneira, uma única câmera de filme pôde ser usada por um aluno de cada vez. Preferimos trabalhar neste formato a trabalhar em duplas, que acabava gerando conflitos, principalmente na questão de autoria das fotos. O trajeto escolhido foi o da rua principal do aglomerado Santa Lúcia, a São Tomás de Aquino. Delimitamos que os alunos fotografassem somente pessoas no comércio, sempre solicitando autorização dos moradores para fotografar. Alguns alunos se mostraram bem acanhados na hora de abordar os comerciantes, mas aos poucos foram se soltando e conseguiram fotografar os assuntos de interesse. A comunidade ajuda muito quando as crianças entram nos estabelecimentos. Com alegria e paciência, os moradores iam se deixando fotografar. Acreditamos que veremos muitas fotos bonitas, pois o lugar é muito rico em elementos visuais para serem fotografados. Na próxima aula levaremos as fotos para que os alunos vejam a produção da aula de hoje.
Hoje tivemos aula teórica. Fomos com a turma toda para o Laboratório de informática e mostramos as fotos da última saída fotográfica.As imagens produzidas pelos alunos estavam muito bonitas. A maioria delas retratava os moradores do Morro do Papagaio, o comércio e algumas ruas da comunidade. Não mostramos as fotos que mostravam os próprios alunos posando. Isso porque o número de imagens desse tipo aumentou significantemente e consideramos que o projeto estava perdendo o seu foco. Os alunos não gostaram muito da decisão, mas acreditamos que eles precisam voltar os olhares para a comunidade e não para eles mesmos, pelo menos neste momento. Queríamos mostrar os textos do site www.olharcoletivo.org, mas tivemos problemas de acesso à Internet, devido à manutenção do servidor. Assim, resolvemos então fazer com que os alunos escrevessem suas impressões sobre o projeto até o presente momento. Percebemos que eles tem uma dificuldade em expressar suas opiniões sobre projeto e de as colocarem no papel. Mesmo assim fomos conversando com os alunos e aos poucos o texto foi sendo produzido. Ao final, tivemos boas impressões registradas no papel e em breve colocaremos no site, que será reformulado para abrigar as novas etapas.Como a tarefa de produzir os textos terminou antes que imaginássemos, resolvemos ler alguns trechos do livro da Márcia Cruz, sobre o Morro do Papagaio e que faz parte da série "BH. A cidade de cada um" . Foto: Pedro David. Vista do Morro do Papagaio, tendo à frente a barragem Santa Lúcia (2009)Selecionamos trechos do livro sobre a história do aglomerado e sobre o comércio local, tão rico de cores, cheiros, sons e personagens interessantíssimos. Ficamos impressionados como as histórias prenderam a atenção dos alunos. Esperamos que isso se reflita diretamente na produção fotográfica das crianças. Recebemos mais 4 alunas para as aulas de fotografia.Teremos que adotar uma estratégia para que as novas alunas assimilem os conhecimentos já adquiridos pelo restante da turma. Na próxima aula teremos aula prática para retratar o comércio do Morro do Papagaio. Até lá!
Hoje tivemos aula prática e o tema foi "retratos". Resolvemos adotar o tema para que os alunos aprendam a fazer fotos dos moradores do Morro do Papagaio de uma forma mais natural e que desenvolvam meios para abordar o fotografado. Dividimos a turma em 2 grupos de 7 alunos e usamos as câmeras de filme para fotografar a comunidade e seus moradores. Cada aluno ficou com uma câmera e teve a oportunidade de tirar 18 fotografias em um intervalo de 2 horas. Tivemos problema apenas com uma câmera que travou. Para que a aluna não ficasse sem fotografar, fornecemos uma câmera digital. Isso gerou um certo ciume nos demais alunos que também queriam fotografar com a digital, que, segundo a definição de um dos alunos, "mostra a foto na hora". Para resolver o conflito, desativamos a visualização do monitor lcd da câmera e assim, a aluna pode fotografar olhando somente através do visor (ver foto embaixo). Fizemos o trajeto da rua Bolívia, lugar que sempre tem muita gente passando ou trabalhando. Foi interessante ainda, ver como a rua está toda enfeitada para a Copa do Mundo. Quase todos os alunos fotografaram os colegas no cenário verde amarelo e depois de um certo tempo, percebemos que estavam perdendo o foco da aula, que era fotografar pessoas da comunidade. Depois de uma conversa, retomamos o objetivo da aula e as primeiras abordagens às pessoas a serem fotografadas foram muito tímidas. Depois de um tempo as crianças foram se soltando à medida em que foram explicando às pessoas o objetivo do projeto. Assim ficou mais fácil conseguir um retrato dos moradores, mesmo daqueles que, num primeiro momento, ficavam desconfiados com tantas lentes apontadas. Pelo que vimos, pudemos perceber que os alunos se saíram muito bem. Provavelmente na próxima aula já teremos as fotos reveladas para discussão e também saberemos como foi a empreitada. Na próxima aula discutiremos a forma de se fazer retratos e mostraremos as fotos aos alunos. ![]()
Hoje tivemos uma aula teórica, depois de 3 semanas sem encontrar com os alunos. Dividimos a turma em dois grupos e fomos para uma sala na Biblioteca Santa Rita de Cássia, onde utilizamos um projetor para apresentar alguns novos temas aos alunos. Trabalhamos com o conceito de imagem, sua representação e seus significados no imaginário de cada um, além de discutir como a fotografia funciona como meio de expressão. Na sequência apresentamos como funciona o processo de decodificação da mensagem fotográfica e depois, uma breve introdução sobre a teoria das cores. Foi muito divertida a aula e os alunos se mostraram muito interessados e participantes das discussões. Nossa próxima aula será prática e os alunos irão trabalhar os temas discutidos na aula de hoje. O material apresentado foi baseado no material do projeto Agnitio (Programa Mediação de Conflitos) http://agnitio.ning.com que pode ser visto nos slides abaixo:
Introdução a Fotografia Digital
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Na aula de segunda, dia 26/04 discutimos os tipos principais de luzes. Luz direta, contra-luz e luz lateral. Usamos um boneco daqueles de desenho e uma luminária simples para mostrar as variações do tipo de luz sobre o objeto a ser fotografado. A primeira ideia é fazer com que as crianças entendam que no ato fotográfico temos três elementos base: o fotógrafo, o assunto e a iluminação. Inicialmente trabalhamos com uma fonte de luz, como se fosse o sol. Aos poucos vamos apresentando outras possibilidades com mais de uma fonte de luz, luzes rebatidas, iluminação mista, flash, etc. Dividimos a turma em 2 grupos e tivemos as aulas na Casa Santa Paula, espaço cedido pela igreja e utilizado para aulas da Escola Integrada. No trajeto entre a escola e o local da aula, fomos observando as sombras e a posição do sol e seus efeitos/intensidade. Foi muito bacana perceber que os alunos assimilaram os conceitos de uma forma muito tranquila. O assunto é complexo e assim vamos, aos poucos, introduzindo outras variações dos tipos de luz para que os alunos não se assustem. Na sala, com a luminária e o boneco, podemos variar o posicionamento da câmera ou da luz para mostrar que a luz sobre o objeto a ser fotografado depende da posição do fotógrafo em relação ao objeto e à luz. Também da posição da luz em relação ao fotógrafo e do objeto. Mostramos que o tipo de luz sobre o objeto também depende do ponto de vista de cada um em relação ao objeto a ser fotografado. Podemos ter vários fotógrafos diante de um mesmo assunto e sob uma mesma fonte de luz, entretanto o posicionamento de cada um pode fazer com que sejam produzidas fotos com iluminações diferentes. Para ajudar na visualização de cada tipo de luz, fotografamos com uma câmera digital e mostramos o resultado na hora. A partir das observações, pedimos aos alunos que fizessem um desenho da cena, mostrando a sombra criada, o boneco e a fonte. Dessa maneira puderam fixar melhor o conceito e o resultado foi muito interessante (ver imagens no fim da postagem). Os alunos também anotaram o nome dos tipos de luz: luz direta, contra-luz e luz lateral. Foram distribuídos caderinhos e canetas para que anotassem conceitos e observações em cada aula teórica e prática. A partir de agora, os cadernos servirão como um diário do projeto. Na volta para a escola foi muito interessante ver os alunos observando as sombras e a posição do sol, além de discutirem qual o tipo de luz incidia sobre o colega. A aula foi muito proveitosa e acreditamos que os alunos conseguiram absorver os conceitos básicos de iluminação. Agora é trabalhar melhor o conceito e apresentar outras possibilidades.
TEDxSP 2009 - Guti Fraga, do Nós do Morro: arte, transformação e possibilidade. from TEDxSP on Vimeo.
Ontem tivemos mais uma aula prática. A turma foi dividida em 2 partes para que tivéssemos mais tempo para circular pela comunidade. A aula foi super tranquila e percebemos que os alunos já conseguem ter um olhar mais apurado sobre a comunidade e já começam a prestar atenção nas diversas posições de luz, como o contra-luz e luz direta. Está na hora de trabalhar esses conceitos em sala de aula. Usaremos uma luminária simples e um boneco para que as crianças entendam os tipos de luz que encontraremos durante o percurso na comunidade.
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Olhar Coletivo - 2009-2010 |
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